No Senado dos EUA, Kavanaugh nega ataque sexual e diz que confirmação à Suprema Corte virou 'desgraça nacional'
O juiz Brett Kavanaugh, acusado por três mulheres de má conduta sexual, está na tarde desta quinta-feira (27) na Comissão Jurídica do Senado americano tentando se defender das alegações feitas contra ele para conseguir ser aprovado como o novo membro da Suprema Corte, após indicação do presidente Donald Trump.
Kavanaugh disse que não esteve na festa onde a professora de psicologia Christine Blasey Ford afirmou mais cedo, na mesma comissão, que o juiz a agarrou para tirar sua roupa à força durante uma festa. Ela afirmou que acreditou que Kavanaugh tinha a intenção de estuprá-la. Na época do caso relatado, ela tinha 15 anos, e ele tinha 17.
Kavanaugh alegou ainda que ele e sua família foram "total e permanentemente destruídos" pelas alegações de agressão sexual que enfrenta.
O juiz afirmou que o processo de confirmação para a Suprema Corte virou uma "desgraça nacional' e que a retórica dos democratas contra ele tem como meta "detoná-lo e derrubá-lo".
"Desde que fui indicado, em julho, há um frenesi na esquerda para aparecer alguma coisa, qualquer coisa, para me bloquear", disse, mas afirmou que não será intimidado a desistir. Ele alega que é alvo do ódio contra Donald Trump.
Mais cedo, Christine Blasey Ford, professora da Universidade de Palo Alto (Califórnia), alegou que não há nenhum interesse político em tornar o episódio público.
Ela reiterou o depoimento que tinha dado ao jornal "The Washington Post" em que relatou que foi alvo de um ataque de Kavanaugh e do amigo dele Mark Judge durante uma festa, no subúrbio de Maryland, no início dos anos 1980, quando ela tinha 15 anos e Kavanaugh, 17.
Segundo ela, os dois amigos estavam bêbados quando a imobilizaram. "Eu fui empurrada para a cama e Brett ficou em cima de mim. Ele começou a passar as mãos sobre o meu corpo e esfregar seu quadril em mim", afirmou.
Ela resistiu e, como ele estava bêbado e ela estava de maiô, Kavanaugh teve dificuldade para despi-la.
Fonte: g1





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