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Garota é investigada por ataque a escola em Eunápolis, sul da Bahia

      Coquetéis molotov, bombas caseiras e armas artesanais fabricadas por bandidos

Uma adolescente de 15 anos, que criou uma conta falsa no Facebook com a proposta de arregimentar adeptos para um suposto ataque a duas escolas públicas de Eunápolis (foto), já foi identificada pela Polícia Civil. Segundo o delegado Moisés Damasceno, ela é aluna de uma das escolas.
     Delegado Moisés Damasceno, titular da 23 COORPIN 

No último dia 20, a garota criou um usuário falso chamado “Guilherme Monteiro”, em alusão a um dos autores do massacre na escola de Suzano, em São Paulo, em 13 de março. O juiz da 1ª Vara Crime, Otaviano Andrade de Souza Sobrinho autorizou a quebra do sigilo de dados eletrônicos.
Com o uso da tecnologia a "santinha" insuspeita mostrou extraordinária capacidade de mobilizar e liderar gravíssimo ataque a escolas de Eunápolis, na região de Porto Seguro, extremo sul da Bahia.
O objetivo foi identificar o dispositivo onde foi criada a conta, assim como as mensagens postadas. Em um grupo de Facebook, a adolescente postou mensagens incentivando os ataques. Em uma conversa pelo Messenger, a estudante chegou a pedir a planta de uma das escolas a outro adolescente.
       Revólver, pistolas, munições e bombas caseiras...

Em outra conversa, sugeriu estratégias de ataque, como simular uma briga para desviar a atenção dos seguranças. “Além disso, ela suscitava nas mensagens utilizar bombas caseiras e matar o maior número de pessoas possível”, afirma o delegado.
A adolescente foi ouvida na presença da mãe e de testemunhas, quando alegou ter agido "por brincadeira” e para “amedrontar” as pessoas. O celular dela ficou apreendido e será periciado, a fim de aprofundar as investigações acerca de suas verdadeiras intenções, bem como identificar adeptos.
As investigações se iniciaram em 29 de março, com apoio do grupo de Tecnologia da Informação do IFBA, que chegou a construir um “robô” para a análise do material colhido com a quebra do sigilo. A Polícia Civil alerta que divulgar áudios com ameaças de ataque a escolas é crime previsto no Art. 265, do Código Penal.

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